Coisa Estranha

Saudade é uma coissa estranha
Que vem sempre na hora errada
Arromba a porta da entrada
Penetrando as entranhas
Traz os mortos, traz os vivos
Esquecidos ou lembrados
Sentimentos tão jogados
Sofrimentos intensivos…
Que fazer dela, senão sentir
Senão deixá-la parir
As dores do afeto…
Que sentir d’outro senão
O aperto no coração
Falta do que não está perto

Publicado em:  on Julho 17, 2008 at 8:27 am Deixe um comentário
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